Edital 01/2016 – Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Psicologia Política

Edital 01/2016 – Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Psicologia Política (baixar o arquivo aqui)

Belo Horizonte, 20 de setembro de 2016

Ficam as/os sócias/sócios da Associação Brasileira de Psicologia Política convocadas/convocados para participar da Assembleia Geral Ordinária a ser realizada durante o IX Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, no dia 06 de outubro de 2016, quinta-feira, às 18:30 em primeira convocação com maioria absoluta dos sócios fundadores e efetivos em pleno gozo de seus direitos e, às 19:00, em segunda convocação com qualquer número de associados no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), situado no Campus Central da UFRN, Av. Salgado Filho, S/N, Bairro Lagoa, Natal/RN. A proposta de pauta da Assembleia é:

  1. Informes
  2. Apresentação de Relatório de Atividades da Diretoria da ABPP (Biênio 2015/2016) e Prestação de Contas.
  3. Eleição da Diretoria da ABPP para o biênio janeiro de 2017 – dezembro de 2018, após inscrição /e apresentação de chapas.
  4. Relatório sobre a Revista Psicologia Política e transição para Nova Equipe Editorial.
  5. Sugestões para a realização do X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política.

      De acordo com o estatuto vigente, terão direito de voto e ser votadx, somente participantes filiadxs à entidade e em dia com suas obrigações sociais, especialmente a anuidade da entidade.

Fernando Lacerda Júnior

Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Política (Biênio 2015/2016)

Decisão – Edital 01/2015 – RPP

 Decisão da Diretoria da ABPP sobre Nova Equipe Editorial da Revista Psicologia Política (baixar o arquivo comunicando a decisão aqui)

A Diretoria da Associação Brasileira Psicologia Política, em reunião realizada no dia 29 de novembro e após consulta virtual aos membros que não participaram da reunião, deliberou, por consenso, indicar como nova equipe editorial da Revista Psicologia Política aquela indicada na proposta enviada por Frederico Viana Machado.

O processo de decisão foi caracterizado pelos seguintes passos:

  • Divulgação de Edital
  • Envio de proposta recebida pela presidência da revista para quatro pareceristas (três ex-editores da RPP e o editor atual: Salvador Sandoval da PUC-SP, Marco Aurélio Máximo Prado da UFMG, Celso Zonta da UNESP e Alessandro Soares da Silva da USP).
  • Apreciação da proposta por presidência.
  • Indicação da nova equipe editorial pelo conjunto da diretoria da gestão 2015/2016.

As duas avaliações por pareceristas recomendam a aceitação da proposta enviada por Frederico Viana Machado. Após apreciação das avaliações e da proposta, a diretoria delibera pela indicação e posse imediata da nova equipe editorial, formada pelos seguintes membros:

  • Frederico Viana Machado (UFRGS) – Editor Geral;
  • Aline Reis Calvo Hernandez (UERGS) – 2ª Editora Geral;
  • Frederico Alves Costa (UFAL) – Editor Associado;
  • Bruna Suruagy do Amaral Dantas (UPM) – Editora Associada;
  • Conceição Firmina Seixas Silva (UERJ) – Editora Associada.

Além de definir a nova equipe editorial, a diretoria recomenda que o grupo leve em consideração os apontamentos críticos e as sugestões presentes nas avaliações, especialmente as preocupações quanto ao processo de internacionalização, indexação da Revista e processo de avaliação pelo Sistema Qualis. Por fim, a diretoria recomenda os seguintes encaminhamentos:

  1. Que Alessandro Soares da Silva e Frederico Viana Machado avaliem, imediatamente, como efetivar o processo de transição da editoração da revista.
  2. Que todas as senhas e a administração de todos recursos digitais e materiais da Revista (acesso a indexadores, página da revista no Facebook e outros espaços, etc.) sejam repassados para os novos editores gerais.
  3. Reunir fundos para cobrir despesas de viagem para que, pelo menos, um dos editores gerais da nova equipe visite São Paulo com a finalidade de fazer reunião e, assim, concluir o processo de editoração.

A diretoria agradece publicamente o atual editor, Alessandro Soares da Silva, quem revelou sua enorme implicação com a Psicologia Política mantendo a Revista Psicologia Política viva, mesmo enfrentando inúmeras dificuldades materiais (algumas relacionadas com dificuldades da ABPP) e tendo que, não poucas vezes, realizar sacrifícios pessoais.

Por fim, esperamos que a nova Equipe Editorial possa responder todos os desafios colocados para o futuro e resgatar o papel de destaque que a RPP já teve.

Diretoria da ABPP – Biênio 2015/2016

 

 

 

Mensagem da Diretoria da ABPP – 2015/2016

Mensagem da nova diretoria da ABPP

Em 17 de outubro de 2014, durante a assembleia ordinária da Associação Brasileira de Psicologia Política realizada durante o VIII Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, sediado em Goiânia na Universidade Federal de Goiás, foi eleita a diretoria para o biênio 2015/2016.

Nesta eleição houve renovação de quase todos os membros da diretoria: Fernando Lacerda Jr. da Universidade Federal de Goiás na presidência; Aline Reis Calvo Hernandez da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul na secretaria geral; Frederico Viana Machado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na vice-presidência da Regional Sul; Márcia Prezotti Palassi da Universidade Federal do Espírito Santo na vice-presidência da Regional Sudeste; Jáder Ferreira Leite na vice-presidência da Regional Nordeste; Enock da Silva Pessoa da Universidade Federal do Acre na vice-presidência da Regional Norte; Daniele Nunes Henrique Silva da Universidade de Brasília na vice-presidência da Regional Centro-Oeste. O Conselho Fiscal é composto por três membros titulares: Alan Christi Vieira Rocha da Universidade Severino Sombra e Subsecretário de Prevenção à Dependência Química da Prefeitura Municipal de Maricá; Jacqueline Gomes de Jesus, Pós-Doutora pela Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro; e Semíramis Costa Chicareli, pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Psicologia Política, Políticas Públicas e Multiculturalismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Os suplentes são Babel Hajar pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Psicologia Política, Políticas Públicas e Multiculturalismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo; e Leandro Amorim Rosa, professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Catanduva em São Paulo.

A ABPP foi fundada em 2001 e, desde então, surgiram novos grupos de pesquisa em Psicologia Política, reflexo da formação de uma nova geração de doutores e pesquisadores que diversificam o campo ao mesmo tempo em que interiorizam e levam para outros estados perspectivas psicopolíticas para pensarmos os problemas sociais e políticos atuais. Desde a fundação da ABPP, foi mantida a publicação da Revista Psicologia Política que, apesar de inúmeras dificuldades, se mantém como principal periódico do campo no Brasil e foram realizados oito simpósios que, além de diversidade regional, demonstraram a pluralidade teórica e temática que caracteriza a Psicologia Política no Brasil.

A realização do VIII Simpósio em Goiânia foi importante por deslocar os eventos das regiões Sul e Sudeste para o Centro-Oeste, o que demonstrou o interesse de pessoas pesquisando, trabalhando e estudando no campo da Psicologia Política em quase todo o país. Durante o VIII SBPPP, quase quatrocentos participantes de todas as regiões do país (não houve a participação apenas de três Unidades da Federação) e de outros oito países (Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, México, Moçambique, Peru e Uruguai). Diferentemente dos outros simpósios, em que pesquisadores do sudeste eram a grande maioria, neste tivemos intensa participação de pesquisadores do Nordeste. Houve a aprovação de quase duzentos trabalhos em nove dos dez eixos propostos, sendo grande parte de alunos de pós-graduação (doutorado e mestrado). Ressalta-se o fato curioso de não ter havido a inscrição de trabalhos no eixo “Comportamento Eleitoral e Marketing Político”, um eixo tradicional nos estudos da Psicologia Política, principalmente norteamericana. O evento recebeu apoio da CAPES, do CNPq e da FAPEG.

Os temas discutidos no Simpósio demonstraram não apenas temas tradicionais no campo da Psicologia Política, mas preocupações específicas de pessoas engajadas com a superação de processos opressivos e desigualdades sociais: ações coletivas, movimentos sociais e participação política; raça/etnia, relações de classe, gênero e orientação sexual; consciência política e cultura política; educação, políticas públicas e inclusão social; memória, violência política e direitos humanos; mídia, religião e política; comunidade e intervenção social; crítica da psicologia e psicologia crítica; trabalho, saúde do trabalhador e cooperativismo.

Nos últimos eventos e nas publicações da Psicologia Política não se identifica apenas uma diversidade temática, mas importante pluralidade teórica que, não obstante a inexistência de acordos teóricos, é acompanhada pela existência de preocupações ético-políticas comuns: a crítica da organização societária atual, questionamento de práticas e saberes de dominação heteronormativa, sexista e/ou racista, a defesa de lutas insurgentes contra a ordem existente, análise das possibilidades e dificuldades de atuação dos movimentos sociais e/ou instituições sociais. Assim, da mesma forma que a Psicologia Política brasileira, a nova diretoria é composta por um grupo que é caracterizado pela multiplicidade de vozes e perspectivas. O que não significa inexistência de preocupações comuns.

A diretoria definiu em seu plano de atividades: priorizar a reorganização formal da ABPP; contribuir para a divulgação da Psicologia Política por meio do fortalecimento da Revista Psicologia Política, da construção de uma página da ABPP e apoiando a organização do IX Simpósio Brasileiro de Psicologia Política (que será sediado em Natal/RN em outubro de 2016); retomar o contato da ABPP com outras associações e outros fóruns importantes da Psicologia brasileira e internacional. Além disto, como marcado na programação do VIII Simpósio, trabalharemos para internacionalizar as produções do campo e as parcerias de pesquisa, sobretudo, com pesquisadores dos demais países da América do Sul.

Por fim, buscaremos apresentar posicionamentos da ABPP sobre acontecimentos importantes em nossa sociedade, pois compreendemos que a construção da Psicologia Política no Brasil não se caracteriza pela busca de um espaço isolado dos conflitos sociais. A unidade na diversidade que marca a Psicologia Política se expressará na preocupação da atual diretoria em canalizar seus esforços para construir a Psicologia Política como um espaço que aglutina e promove esforços de pessoas que – estudando, atuando profissionalmente e/ou pesquisando – buscam enfrentar a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, denunciar velhos e novos golpismos, analisar criticamente o desajuste social realizado em nome de um suposto ajuste fiscal e fortalecer processos de insurgência micropolítica e macropolítica contra processos de exploração e opressão que assolam a sociedade brasileira ao longo do violento processo de modernização que marca sua história.

A Psicologia Política brasileira é um fértil espaço para a difusão de saberes e práticas que, inspirados pelas lutas e disputas para mudar nossa sociedade, rompem com fronteiras disciplinares tradicionais. A Revista Psicologia Política é uma rica expressão dessa fertilidade. Assim, fazemos um convite para todas as pessoas que estão em contato, lendo ou publicando textos, com esse importante periódico brasileiro: participem da história da Psicologia Política no Brasil e na América Latina se associando à Associação Brasileira de Psicologia Política.

 

Edital 01/2015 – Seleção Equipe Editorial RPP

EDITAL ABPP 01/2015

Seleção da Equipe Editorial da Revista Psicologia Política da Associação Brasileira de Psicologia Política (clique aqui para baixar o edital digitalizado)

Goiânia, 28 de agosto de 2015

 1.Objeto

A Revista Psicologia Política, classificada como Nacional B3 pela Comissão de Avaliação de Periódicos da CAPES no período 2014, vem sendo publicada pela Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) desde 2001.

De acordo com a deliberação da diretoria da ABPP, em reunião realizada em 23 de junho de 2015 em São Paulo, durante o I Encontro Sul-Americano de Psicologia Política, a Revista Psicologia Política a partir de 2016 terá uma nova equipe editorial selecionada mediante edital.

2. Finalidade

O presente edital tem por objetivo a seleção de novo editor do periódico Revista Psicologia Política para o quadriênio 2016/2019.

3. Candidatos

A ABPP receberá propostas de equipe editorial composta por, pelo menos, quatro membros: um editor ou dois co-editores e mais editores associados. Poderão candidatar-se para a equipe editorial, um grupo de pesquisadores e docentes organicamente articulados com a Psicologia Política, que se adequam aos seguintes critérios:

  • Possuir o título de doutor;
  • Filiação em dia com a Associação Brasileira de Psicologia Política;
  • Ter conhecimento de instituições e pesquisadores da área;
  • Ter experiência em editoração de periódico científico;
  • Ter experiência em organização editorial de trabalhos científicos;
  • Apresentar proposta de trabalho prevendo recursos e materiais dedicados para a editoração da revista (espaço físico, telefone, acesso à internet, instituição-sede, etc.), através de instituição com a qual mantém vínculo permanente;

4. Atribuições

  • Coordenar todo o processo editorial da revista;
  • Coordenar os membros da comissão editorial que prestará auxilio ao editor;
  • Coordenar a equipe administrativa da revista;
  • Promover a divulgação e a indexação da revista;
  • Propor e efetivar a contratação de serviços de pessoas jurídicas e físicas (tradução, revisão, editoração, gráfica, etc.);
  • Captar de entidades institucionais e de fomento os apoios financeiros necessários à revista;
  • Convocar e presidir reuniões do Conselho Editorial da revista.
  • Representar a revista em qualquer foro pertinente;
  • Apresentar relatórios e prestar contas à Diretoria da ABPP, bem como a entidades e instituições que vem a apoiar a publicação da revista.
  • Trabalhar com o atual editor no processo de transição entre 2015-2016.

5. Da Inscrição

O período de inscrições e entrega da documentação será até 30 de outubro de 2015.  Deverão se entregues os seguintes documentos:

  • Curriculum Vitae Lattes dos últimos 5 (cinco) anos dos membros da equipe editorial;
  • carta de intenções, justificando o interesse e detalhando as condições para assumir o cargo de editor da revista;
  • declaração (institucional e/ou individual) atestando a disponibilidade de tempo para dedicação à Editoria;
  • proposta de trabalho para o quadriênio,detalhando a política editorial da revista, a política de promover a qualidade da revista e a sua avaliação pelas instâncias competentes, a política de captação de recursos e outros elementos que dizem respeito as atribuições formuladas no item 4 deste edital.

 A documentação deverá ser enviada para a atual diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política (abpp2016@gmail.com).

6. Da Seleção

  • A comissão julgadora será composta pelos seguintes membros:
    • Ex-editores da Revista Psicologia Política;
    • Editor atual da Revista Psicologia Política.
  • A seleção se baseará na análise do curriculum, da carta de intenções do proponente da declaração de disponibilidade de recursos e do apoio institucional, e da qualidade e exequibilidade da proposta apresentada e os candidatos serão classificados de acordo com a pontuação obtida.
  • Cada membro da comissão julgadora apresentará parecer indicando a melhor proposta.
  • Cada parecer será encaminhado à Diretoria da ABPP para aprovação e divulgação na revista do último quarto de 2015.

Nota da ABPP sobre o Impeachment e pelo Fora Temer!

NOTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA POLÍTICA SOBRE O IMPEACHMENT E PELO #FORA TEMER! (baixe a nota aqui)

A Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) vem novamente reafirmar seu posicionamento contrário ao processo de Impeachment que chegou ao resultado já tramado desde o seu início: o injusto afastamento da presidenta Dilma Rousseff.  Em 31 de agosto de 2016 começou o governo de um presidente da República ilegítimo, eleito pelo voto de 61 senadores que, por meio de manobras políticas e midiáticas, decidiram pelo impeachment. Se era para afastar Dilma Roussef por suposta infração à Lei de Responsabilidade Fiscal, o senado deveria ter votado pelo impeachment de Temer e 17 governadores que, comprovadamente, cometeram “pedaladas fiscais”. Da mesma forma, se era para combater a corrupção, então deveria ter ocorrido o afastamento dos 10 senadores que votaram pelo impeachment, inclusive o presidente do Senado, que são alvo de investigações perante o Supremo Tribunal Federal por causa da Operação Lava-Jato.

As votações do Senado e da Câmara Federal só podem ser explicadas a partir do projeto político-econômico que será implementado pelo ilegítimo presidente. O impeachment de Dilma Roussef foi a saída encontrada para se favorecer o grande capital em meio de uma grave crise econômica no país. Para garantir os privilégios de banqueiros, fundamentalistas religiosos, e elites parasitárias, o Senado abriu um perigoso precedente na história da frágil e incompleta democracia brasileira: abriram a fórceps um espaço  para retirar direitos sociais e desmontar forças progressistas no país. Diante disso, chegamos não ao final desta estratégia orquestrada pelas elites políticas e econômicas nacionais e internacionais, mas ao avançar de mais um passo da exploração do povo latino-americano e da expropriação de nossas riquezas nacionais.

Reconhecendo e respeitando as diferenças, não abrimos mão de princípios que marcam a história da Psicologia Política na América Latina: a defesa da democracia e a firme luta contra a desigualdade social e todas as formas de opressão. Os ataques do governo ilegítimo só poderão ser barrados por meio da luta unificada de todas as forças sociais que defendem a democracia e que estão ao lado da classe trabalhadora, das mulheres, da comunidade LGBT e da população negra, isto é, dos principais alvos dos setores que, hoje, estão unidos para defender um governo ilegítimo.

Por isso, unimos nossas vozes e forças com a de todxs que hoje gritam e lutam pelo #FORA TEMER!

Diretoria da ABPP – Biênio 2015-2016

Nota da Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política sobre a Conjuntura Atual (março/abril de 2016)

 Nota da Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política sobre a Conjuntura Atual (baixe a nota aqui)

 

A Psicologia Política brasileira tem sua história marcada por um claro compromisso com a democracia, os direitos civis e sociais, com a superação das desigualdades, com a liberdade de organização dos movimentos sociais e com o direito de livre manifestação das mais diversas identidades e posições políticas. Por isso, frente à conjuntura política brasileira atual, nos manifestamos firmemente contra todas as violações aos direitos democráticos.

O aprofundamento das polarizações política e social na sociedade brasileira está sendo usado para violar as frágeis conquistas democráticas construídas após o fim da ditadura militar e da promulgação da Constituição Federal de 1988. Enquanto somos favoráveis ao combate irrestrito à corrupção, entendemos que as ações de setores do judiciário brasileiro, combinadas com o oportunismo de setores políticos derrotados em 2014 e com a manipulação de organizações midiáticas, têm contribuído para a violação de direitos democráticos e para um aprofundamento dos conflitos sociais no Brasil, fundados numa polarização que invisibiliza os interesses em disputa. Acreditamos que este cenário empobrece o debate político, uma vez que transforma a política numa luta entre o “bem” e o “mal”, que não só faz com que denunciados por corrupção se afirmem como “arautos” do combate à corrupção, como dissimula a observância dos preceitos constitucionais na busca de instituir tendências políticas derrotadas nas últimas eleições presidenciais.

Assim, assistimos com preocupação a transformação pelo Congresso Nacional de um processo constitucional, o impeachment da Presidenta da República, em um jogo de ‘barganhas’ e, como tal, de privilégio de interesses individuais em detrimento do respeito à própria Constituição; bem como o crescimento de perseguições políticas a figuras públicas da sociedade civil e do Estado, de assassinatos de apoiadores ou militantes de movimentos sem-terra em zonas rurais e de ações que comprometem a liberdade de expressão e colocam em risco princípios básicos de uma sociedade democrática.

Este cenário político, na continuidade da polarização política e social, reforça a produção e reprodução de um ambiente que viola ainda mais os direitos de diferentes grupos no país, especialmente aqueles e aquelas que estão com seus direitos sociais e civis sob a ameaça de cortes, ataques e desmontes. Beneficiar setores da população que têm se privilegiado na história do país com a negação e expropriação de direitos de grupos sociais considerados por eles como subcidadãos é a mais provável consequência da situação atual. Desta forma, estão sendo legitimados projetos políticos que promovem ainda mais cortes sociais nas políticas de educação, de saúde, de direitos humanos, de distribuição de renda e outras.

A ABPP defende que todas as medidas necessárias para combater a corrupção e punir corruptos sejam tomadas, o que inclui, por exemplo, a imparcialidade nas investigações e julgamentos, o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e a democratização dos meios de comunicação para que a divulgação dos crimes cometidos por políticos seja equitativa e trate com igualdade os diferentes setores partidários. Para a ABPP o combate à corrupção deve-se guiar para a construção de instituições políticas mais transparentes e democráticas e não pela manipulação que contribui para o privilégio de alguns setores da população. A ABPP defende o respeito ao Estado Democrático de Direito e o aprofundamento da democracia. Assim, posiciona-se de forma intransigente contra qualquer tentativa de violar direitos civis, sociais e políticos e repudia qualquer tipo de ataque contra indivíduos e grupos que lutam por uma sociedade fundada em princípios de liberdade e no enfrentamento às diferentes expressões de desigualdade social.

 

Diretoria da ABPP – Biênio 2015-2016