Manifestos e Moções

LITERATURA E SAÚDE PÚBLICA: A NARRATIVA ENTRE A INTIMIDADE, O CUIDADO E A POLÍTICA

LAPPACS_LOGOA Editora Rede UNIDA e o Laboratório de Políticas Públicas, Ações Coletivas e Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LAPPACS/UFRGS), tornam pública a chamada de textos para o livro “Literatura e saúde pública: a narrativa entre a intimidade, o cuidado e a política”, que será publicado na Série Arte Popular, Cultura e Poesia. O livro será composto por textos ficcionais, contos literários e outras formas de escrita criativa sobre a temática das “Políticas Públicas de Saúde”, ou seja, narrativas ficcionais que dialoguem com o mundo das políticas públicas de saúde. O livro será organizado pelos professores Dr. João Guilherme Dayrell e Dr. Frederico Viana Machado.

Esta chamada se destina, portanto, a todas as pessoas interessadas na escrita criativa e em se expressar artisticamente através de contos que dialoguem com o mundo das políticas públicas de saúde. Por isso, convidamos autores e demais interessados a submeterem textos ficcionais que construam suas tramas tomando como cenário tais políticas.

Ciência e literatura: encontros criativos

Como pode a literatura e a política servirem de inspiração mútua nos dias de hoje? O que o tensionamento entre ficção e realidade pode nos fazer apreender sobre as políticas públicas de saúde? A obra Sonhos Tropicais, de Moacyr Scliar, é uma referência para este projeto, ao construir um romance ambientado nas políticas públicas de saúde do início do século passado, tratando com sensibilidade os elementos do sanitarismo campanhista e articulando desde as tramas políticas arquitetadas pelas elites econômicas até a vida cotidiana da população mais pobre.

Porém, lembramos que o aparentemente inusitado elo entre Literatura e Saúde nos remonta ao século XIX, quando o escritor francês Émile Zola se inspirava em um tratado de Medicina para construir o importante manifesto do Realismo-Naturalismo. A ideia era pedir que a literatura tirasse uma fotografia da corrupção da natureza e do corpo biológico do homem com suas patologias que levam aos maus hábitos para, então, gerar um corpo social saudável: da mesma forma como fazia a ciência médica. Literatura e Medicina, no caso, complementando-se para normatizar o comportamento social e o uso dos corpos.

Ao contrário, sobretudo a partir do século XX, a arte passa a se confrontar com a norma e apresentar, por meio de formas variadas, condutas alternativas; assim como as ciências da saúde, especialmente após a experiência dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, consideram a importância da informação para prover segurança na prática dos diferentes modos de usufruto do corpo.

Assim, convocamos a criatividade de todas e todos que gostariam de refletir sobre a realidade das políticas públicas no Brasil, com narrativas que tensionem a realidade e a ficção. Estas narrativas podem envolver variados períodos históricos, variadas políticas públicas, categorias sociais diversas, diferentes enfermidades, peregrinações nos sistemas de saúde, burocracias que desafiam a vida, corpos doentes ou adoecidos, vulneráveis ou vulnerabilizados, enfrentando kafkianos funis burocráticos do Estado, ou criando formas alternativas de vida, desbravando a selvageria do capitalismo, desvelando nuances do sistema sensíveis às fragilidades do corpo e da alma.

O biográfico e o histórico poderão, então, ser conjugados com a invenção, assim como os fatos inverossímeis, fantásticos, insólitos ou mitológicos podem servir para matizar o contato do corpo com a norma, o Estado e as políticas públicas da saúde. E com isto mostrar antigos problemas como, por exemplo, o higienismo, ao qual Machado de Assis já ironizava com a personagem coxa Eugênia, em Memórias Póstumas de Brás Cubas; apontar futuras soluções, além de outros lugares ainda desconhecidos, que somente a escrita e a imaginação, ao acabar com o elo desgastado ao qual as palavras submete as coisas no uso cotidiano, podem dar lugar.

Maiores detalhes: https://www.ufrgs.br/lappacs/2019/01/09/literatura-e-saude-publica-a-narrativa-entre-a-intimidade-o-cuidado-e-a-politica/

Nota da Associação Brasileira de Psicologia Política sobre os 30 primeiros dias do governo Bolsonaro

A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 criou uma situação extremamente desfavorável para aqueles e aquelas que lutam por democracia, contra a exploração e as opressões. Foi uma vitória que ocorreu após um golpe. Foi uma vitória que ocorreu após o judiciário atuar como cabo eleitoral. Foi uma vitória baseada em fake news financiadas em um esquema que está sendo investigado por ter utilizado pelo menos 12 milhões de reais para movimentar redes sociais. Foi uma vitória em um contexto marcado por agressões contra – e até mesmo assassinatos – mulheres, negras/os, LGBTs pelo simples fato de manifestarem suas opiniões políticas.

Aliado a este cenário, desde que o presidente Jair Bolsonaro tomou posse, vimos inúmeros retrocessos no avanço do desmonte de direitos e ataques contra as pessoas que mais sofrem com uma sociedade machista, patriarcal, heteronormativa, racista e capitalista. Não há uma dissociação entre os desmontes dos direitos LGBTs e o assassinato brutal de uma travesti que teve seu coração arrancado em Campinas/SP. Não há uma dissociação entre as declarações fundamentalistas e machistas de dirigentes do governo e o assassinato de mais de 100 mulheres neste poucos dias de 2019. Não há uma dissociação entre a sede incontrolável por lucro de apoiadoras/es do novo governo e a tragédia de Brumadinho, o agravamento da violência urbana ou o adoecimento físico e psíquico da classe trabalhadora.

O governo de Jair Bolsonaro representa uma mudança na situação social do Brasil. Trata-se de um governo formado com o apoio do capital financeiro e da bancada BBB (Bala, Boi e Bíblia), caracterizado pela presença ativa e significativa de militares em setores estratégicos do país. Ademais, há uma investigação que aponta a proximidade da família do novo presidente com dirigentes de uma milícia suspeita de ter assassinado a vereadora carioca Marielle Franco, isto é, uma mulher, negra, bissexual, da favela e socialista. Portanto, uma pessoa que expressa todos os grupos sociais que provavelmente serão os principais alvos de ataque do novo governo e de suas/seus apoiadoras/es.

A curta história da Associação Brasileira de Psicologia Política é marcada por um claro compromisso com as lutas das mulheres, de negras e negros, dos LGBTs, dos povos periféricos, de diversos movimentos sociais que lutam em defesa de direitos humanos, contra relações de dominação, por democracia e emancipação humana. A atual diretoria entende que tal compromisso, hoje, se expressa em um claro posicionamento de combate ao conjunto de retrocessos sociais, políticos e econômicos defendidos pelo novo presidente e suas/seus apoiadoras/es. Por isso, precisamos, mais do que nunca, participar da resistência contra a extrema-direita, lutando por um país igualitário, justo e que afirme nossas liberdades democráticas.

NOTA SOBRE AS DCNs DA PSICOLOGIA

A Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) apoia a Nota da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia sobre a Proposta de Reformulação das Atuais Diretrizes Nacionais Curriculares da Psicologia. A ABPP ratifica o posicionamento da ANPEPP frente a necessidade de ampliar a interlocução acerca do debate de revisão e atualização das DCNs, com a participação de outras entidades e instituições formadoras em Psicologia, de forma mais processual, dialogada e sistematizada. Confira a Nota da ANPEPP aqui.

Participação da ABPP em eventos científicos

No ano de 2018 estivemos em diversos eventos acadêmicos e científicos relacionados direta e indiretamente à Psicologia Política. Participamos ativamente de diferentes eventos no Brasil, América Latina e América do Norte.

Inicialmente, o Colóquio de Psicologia Política – O Clima Político para as eleições, ocorrido em São Paulo; tivemos um número expressivo de participantes em nosso X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, em Alagoas e também estivemos no XXI Encontro Regional da ABRAPSO Minas. Comparecemos ao IV Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina e ao VII Encontro Paulista de Psicologia Política, ambos em São Paulo.

Apresentamos a atualidade da Psicologia Política brasileira no Annual Meeting of the International Society of Political Psychology, nos Estados Unidos, resultando em importantes articulações para o próximo, que deverá ocorrer em 2019 em Portugal. Nos fizemos presentes no 4º Congresso Ibero-latino americano de Psicologia Política, ocorrido no Chile, ocasião em que foi eleita a nova diretoria da Asociación Ibero Latinoamericana de Psicología Política (AILPP), inclusive com um membro brasileiro na área de Pesquisa – Domenico Uhng Hur, da UFG.

Participamos ainda do VII Congresso Latinoamericano de Psicologia (ULAPSI) na Costa Rica e do 8° Foro Mundial de las Migraciones, no México. Estivemos presentes também no VIII Simpósio Internacional de Psicologia Social Comunitária, na Colômbia, na 8ª Conferência Latino-americana e Caribenha de Ciências Sociais (CLACSO) e no 1º Fórum Mundial do Pensamento Crítico, ambos na Argentina.

ABPP e RPP no Ciência e Profissão
ABPP e RPP no V CBP

Importante ressaltar também, a participação ativa da ABPP no Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB) desde 2017, que resultou em nossa atuação na Comissão Executiva do V Congresso Brasileiro Psicologia, Ciência e Profissão (CBP), ocorrido em São Paulo.

Um fato marcante neste ano foi a reorganização do GT Psicologia Política à ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia), o qual, ainda que com nomes distintos, esteve presente nesta associação de 1989 a 2012. Este retorno do GT é muito bem-vindo e, além dos debates profícuos, gerou a organização de um livro sobre Memória Política.

Ademais, a partir da articulação de associados da ABPP com o GT História Social da Psicologia foi organizado um número da Revista Psicologia Política (RPP) sobre História Social da Psicologia e Política, a ser publicado como primeiro volume de 2019.

X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA POLITICA E ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA ABPP (BIÊNIO 2019-2020)

Foto_Simposio_logoO X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política (http://xsbpp.com.br/) ocorreu entre os dias 29 de outubro e 01 de novembro de 2018 na Universidade Federal de Alagoas, na cidade de Maceió. O Simpósio foi realizado pela ABPP em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Alagoas e teve o apoio do Instituto de Psicologia da UFAL (PPGP-UFAL), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL), da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas, do Conselho Regional de Psicologia de Alagoas (CRP-AL).

A construção do XSBPP também só foi possível pela contribuição das/os pesquisadoras/es, das/os estudantes de pós-graduação e graduação que compuseram as Comissões Científica e Organizadora do Simpósio, e das/os monitoras/es que atuaram durante os dias do evento.

O tema geral do Simpósio foi Psicologia Política no Brasil e enfrentamentos a processos antidemocráticos, tendo o evento cinco eixos temáticos que buscaram refletir sobre a conjuntura política brasileira atual e sobre a história e as perspectivas teórico-metodológicas da psicologia política.

Os eixos temáticos foram: Discursos autoritários e conservadores no Brasil e suas implicações para a democracia (Eixo 1); Mobilizações coletivas: estratégias políticas e demandas democráticas (Eixo 2); Estado e relações de dominação: políticas públicas, reformas sociais e direitos democráticos (Eixo 3); Populismo e comportamento eleitoral (Eixo 4); Psicologia Política: história, perspectivas teórico-metodológicas e contribuições para a expansão da democracia (Eixo 5).

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Mesa de Abertura do X SBPP

O XSBPP contou com 650 participantes inscritos e 463 credenciados – docentes, profissionais, estudantes de pós-graduação, estudantes de graduação, integrantes de movimentos sociais -, os quais vieram das cinco regiões do Brasil e do exterior. Os 20 convidados/as presentes no Simpósio compuseram a Conferência de Abertura, as cinco Mesas Redondas referentes aos eixos temáticos do evento e/ou ministraram os sete mini-cursos que foram realizados no dia 29 de outubro de 2018. Além destas atividades, tivemos:

a) 24 Grupos de Trabalho, submetidos por pesquisadoras/es e integrantes de movimentos sociais de diferentes Estados do país, nos quais foram apresentados 207 trabalhos.
b) Sessão de Homenagens, na qual foram homenageados a líder comunitária Enaura Nascimento e as/os professoras/es Lúcia Rabello de Castro, Salvador Sandoval, Leoncio Camino, Marco Aurélio Máximo Prado.
c) Diálogos Rede Unida-ABPP: SUS e democracia.
d) Lançamento de Livros.
e) Assembleia da ABPP, na qual foi eleita a nova diretoria da ABPP (Biênio 2019-2020).

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Homenageadas/os no X SBPP

A nova diretoria foi eleita por unanimidade durante a Assembleia da ABPP e é composta pelos seguintes membros:
– Presidente: Dr. Frederico Alves Costa (UFAL);
– Secretária: Dra. Josiele Bené Lahorgue (CESUSC);
– Vice-presidente Regional Sul: Dra. Marcela de Andrade Gomes (UFSC);
– Vice-presidente Regional Centro-Oeste: Dr. Fernando Lacerda Júnior (UFG);
– Vice-presidente Regional Nordeste: Dr. João Paulo Macedo (UFPI);
– Vice-presidente Regional Sudeste: Ms. Mariana Luzia Aron (USP / MACKENZIE);
– Vice-presidente Regional Norte: Ms. Paulo Victor Telles de Almeida (UNINORTE).

Ademais, foi eleito também o Conselho Fiscal, composto por:
– Titulares: Dr. Jáder Ferreira Leite (UFRN); Dr. Rafael Prosdocimi Bacelar (UNI-BH); Ms. Leandro Amorim Rosa (PUC-SP);
– Suplentes: Ms. Larissa Soares Baima (PUC-Campinas); Ms. Maria Aparecida Veiga Malagrino (PUC-SP).

Durante a Assembleia também foi aprovada a proposta de realização do XI Simpósio Brasileiro de Psicologia Política na Universidade Federal de Santa Catarina, em 2020.

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Abertura do X SBPP

Agradecemos a todas e todos que contribuíram para a realização do X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política e desejamos sucesso para diretoria eleita! Acreditamos que a psicologia política tem muito a contribuir para a reflexão sobre estratégias de enfrentamento a processos antidemocráticos que marcam a conjuntura política brasileira e mundial atual.

Dr. Jáder Ferreira Leite
Presidente da ABPP – Gestão 2017-2018

Dr. Frederico Alves Costa
Presidente do X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política

 

 

REVISTA PSICOLOGIA POLÍTICA (ISSN 2175-1390): REGULARIZAÇÃO DA PERIODICIDADE E CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS

A Revista Psicologia Política (RPP) é um periódico criado em 2001 pela ABPP, sendo o principal meio de divulgação científica da psicologia política no Brasil. Abrange historicamente, sobretudo, artigos de autoras e autores brasileiras/os e ibero-americanas/os. Trata-se de uma publicação dirigida ao campo de estudo da Psicologia Política, o qual se caracteriza pela interdisciplinaridade, na medida em que se constitui a partir de contribuições de diferentes áreas das ciências humanas.

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O foco da revista é a publicação de estudos originais, sejam empíricos ou teóricos, sobre fenômenos políticos – abarcando debates relativos a movimentos sociais, políticas públicas, relações de dominação, democracia – e sobre a história e/ou perspectivas teóricas da psicologia política. Estes estudos podem ser orientados por diferentes abordagens teóricas e metodológicas (qualitativas e quantitativas) que privilegiem a ruptura com dicotomias como indivíduo X sociedade, condições objetivas X condições subjetivas, ciência X política. Considera-se interessante que as produções submetidas à revista discutam o modo como concebem as noções de político e/ou de política em suas análises, sendo uma preocupação da RPP fomentar debates internos ao próprio campo de estudo da Psicologia Política.

O ano de 2019 marca o quarto e último ano de gestão da equipe que assumiu a RPP em 2016. Após três anos de trabalho, finalmente, no primeiro semestre de 2019, colocaremos em dia as publicações da revista. Já estamos com os três números de 2018 e os dois primeiros números de 2019 em processo de finalização.

A RPP encontra-se classificada atualmente como B2 pelo Qualis Capes e está instalada no Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePSIC). Atualmente é publicada apenas no formato eletrônico. Assim, ainda que no Qualis Capes exista a consulta pelo ISSN impresso, é importante considerar em termos da avaliação da revista o ISSN da versão online (ISSN 2175-1390).

As normas da revista para elaboração dos manuscritos podem ser acessadas em: http://submission-pepsic.scielo.br/index.php/rpp/about/submissions#authorGuidelines. As submissões seguirão o processo editorial da revista e deverão ser feitas online no endereço: http://submission-pepsic.scielo.br/index.php/rpp/about/submissions#onlineSubmissions .

Convidamos todas e todos a submeterem seus trabalhos na RPP e a contribuírem com a divulgação do conhecimento em psicologia política no país. Na conturbada conjuntura atual, caracterizada pelo fortalecimento das direitas e do conservadorismo no Brasil e em outros países, a psicologia política tem muito a contribuir para a reflexão sobre os processos políticos, de modo a somar esforços para a construção de outros mundos possíveis orientados para a expansão da democracia.

Além do fluxo contínuo de submissão de artigos à RPP, estamos no momento com algumas chamadas de artigos abertas:

1. Chamada de artigos: “Sujeito, Política e Democracia”
A Revista Psicologia Política, periódico da Associação Brasileira de Psicologia Política, interessada em fomentar discussões originais para o desenvolvimento teórico da Psicologia Política e para a sistematização de pensamentos psicopolíticos de pesquisadoras/es da área convida a todas/os para submeterem artigos sobre o tema “Sujeito, Política e Democracia”. O objetivo desta chamada é colocarmos em debate, no campo interdisciplinar da psicologia política, concepções diversas de sujeito, política e democracia e as implicações destas concepções para a nomeação de projetos de sociedade. Entendemos que estes três conceitos são fundamentais para a elaboração de reflexões psicopolíticas, na medida em que implicam problematizações quanto à compreensão de processos de subjetivação, dos limites e condições estruturais de construção de lutas políticas, das possibilidades de ampliação e legitimação de demandas sociais na esfera pública, dos modos de constituição e objetivação de imaginários sociais. Trata-se de um convite para que as/os pesquisadoras/es da área reflitam sobre quais noções de sujeito e quais conceitos de política estão sendo utilizados nas análises e pesquisas em curso no cenário atual. Para esta chamada de artigos não estipularemos uma data limite, pois trata-se de uma linha editorial de interesse da RPP, que deverá ser enviada no fluxo contínuo da revista. Como se trata de um campo privilegiado para as discussões epistemológicas da área, estas contribuições serão publicadas em uma sessão de destaque e devem ser enviadas através do sistema de submissão da Revista.

2. Chamada de artigos: “Teorias e análises intereseccionais no enfrentamento político de desigualdades e opressões”
A Revista de Psicologia Política (RPP), publicação da Associação Brasileira de Psicologia Política, tem como missão principal publicar estudos originais no campo interdisciplinar da Psicologia Política, os quais devem tratar das problemáticas oriundas dos pontos de intersecção entre as áreas da Psicologia e das Ciências Sociais e Políticas. Seguindo sua origem interdisciplinar e social, a RPP lança a chamada de artigos intitulada: “Teorias e análises intereseccionais no enfrentamento político de desigualdades e opressões”. A perspectiva interseccional analisa as sobreposições ou intersecções de identidades sociais e sistemas relacionados de hierarquização, opressão, dominação ou discriminação, bem como os processos de resistência e ação que emergem como enfrentamento. Esse campo teórico sugere e procura examinar como diferentes categorias biológicas, sociais e culturais, tais como gênero, raça, classe, capacidade, orientação sexual, religião, casta, idade e outros elementos produtores de identificação interagem em níveis múltiplos e muitas vezes simultâneos. O objetivo é reunir reflexões que abarquem as dinâmicas e efeitos destes processos para as teorias e metodologias críticas de pesquisa, mas também para pensar fenômenos sociais e políticos específicos, no campo das políticas públicas, grupos e instituições, movimentos sociais e protestos. A RPP receberá artigos para esse dossiê até 31 de janeiro de 2019, através do sistema de submissão da Revista.

Quaisquer dúvidas e esclarecimentos entrem em contato conosco através do e-mail: revistapsicopol@gmail.com

Atenciosamente.
Comissão Editorial da RPP
Adolfo Pizzinato
Aline Reis Calvo Hernandez
Conceição Firmina Seixas Silva
Frederico Alves Costa
Frederico Viana Machado

Convocação Assembléia Ordinária ABPP

Edital 01/2018

Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Psicologia Política

Belo Horizonte, 27 de setembro de 2018

Ficam as/os sócias/sócios da Associação Brasileira de Psicologia Política convocadas/convocados para participar da Assembleia Geral Ordinária a ser realizada durante o X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, no dia 01 de novembro de 2018, quinta-feira, às 11:00 em primeira convocação com maioria absoluta dos sócios fundadores e efetivos em pleno gozo de seus direitos e, às 11:30, em segunda convocação com qualquer número de associados no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), situado na Av. Lourival Melo Mota, S/N, Tabuleiro do Martins, Maceió – AL. A proposta de pauta da Assembleia é:

  1. Informes.
  2. Apresentação de Relatório de Atividades da Diretoria da ABPP (Biênio 2016/2018) e Prestação de Contas.
  3. Gestão financeira da Associação Brasileira de Psicologia Política (Simpósio, Revista de Psicologia Política e reajuste anuidades);
  4. Relatório sobre a Revista Psicologia Política, abertura de Edital para seleção de novos editores e aprovação do repasse dos custos de publicação aos autores do RPP.
  5. Eleição da Diretoria da ABPP para o biênio janeiro de 2019 – dezembro de 2020.
  6. Sugestões para a realização do XI Simpósio Brasileiro de Psicologia Política.
  7. Candidatura do Brasil para sediar o Congresso Internacional de Psicologia Política, em 2022, a convite da Internacional Society of Political Psychology.

De acordo com o estatuto vigente, terão direito de voto e ser votadx, somente participantes filiadxs à entidade e em dia com suas obrigações sociais, especialmente a anuidade da entidade.

Jáder Ferreira Leite

Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Política (Biênio 2017-2018)

Edital 01-2018-Assembleia ordinária ABPP

Edital 01/2016 – Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Psicologia Política

Edital 01/2016 – Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Psicologia Política (baixar o arquivo aqui)

Belo Horizonte, 20 de setembro de 2016

Ficam as/os sócias/sócios da Associação Brasileira de Psicologia Política convocadas/convocados para participar da Assembleia Geral Ordinária a ser realizada durante o IX Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, no dia 06 de outubro de 2016, quinta-feira, às 18:30 em primeira convocação com maioria absoluta dos sócios fundadores e efetivos em pleno gozo de seus direitos e, às 19:00, em segunda convocação com qualquer número de associados no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), situado no Campus Central da UFRN, Av. Salgado Filho, S/N, Bairro Lagoa, Natal/RN. A proposta de pauta da Assembleia é:

  1. Informes
  2. Apresentação de Relatório de Atividades da Diretoria da ABPP (Biênio 2015/2016) e Prestação de Contas.
  3. Eleição da Diretoria da ABPP para o biênio janeiro de 2017 – dezembro de 2018, após inscrição /e apresentação de chapas.
  4. Relatório sobre a Revista Psicologia Política e transição para Nova Equipe Editorial.
  5. Sugestões para a realização do X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política.

      De acordo com o estatuto vigente, terão direito de voto e ser votadx, somente participantes filiadxs à entidade e em dia com suas obrigações sociais, especialmente a anuidade da entidade.

Fernando Lacerda Júnior

Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Política (Biênio 2015/2016)