Manifestos e Moções

LANÇAMENTO DE LIVRO

ABPP no XX Encontro Nacional da ABRAPSO

O livro “Psicologia Política no Brasil e Enfrentamentos a Processos Antidemocráticos”, composto por capítulos de convidadas/os e de coordenadoras/es do X Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, será lançado no XX Encontro Nacional da ABRAPSO.

Data: 15/11/2019
Horário: 16:30 às 18:30

O tema do livro demarca a contribuição da Psicologia Política para o fortalecimento da  democracia, que é central à história deste campo de conhecimento no Brasil, na medida em que os temas de investigação da Psicologia Política brasileira encontram-se em  completo diálogo com o contexto político do país na defesa da expansão de direitos democráticos. No contexto atual brasileiro, observamos a manutenção de uma crise política iniciada antes mesmo da eleição presidencial de 2014, que tem colocado em questão a robustez de nossa democracia; acarretado a realização de reformas sociais e a reorientação de projetos sociais, produzindo ressignificações de direitos sociais conquistados no século XX; potencializado a emergência de pautas conservadoras no espaço público, que questionam a pluralidade de modos de ser, condição fundamental à democracia moderna. Condições sociais que têm propiciado a construção de inúmeros questionamentos sobre os quais a Psicologia Política pode oferecer contribuições importantes. Este campo de conhecimento, em conjunto com outros campos, como a psicologia social, na busca de romper com o hiato entre agência e estrutura, oferece às ciências humanas e sociais análises que articulam aspectos macrossociais e processos de subjetivação, possibilitando refletir sobre estratégias políticas, nos âmbitos da sociedade civil e do Estado, que objetivam a manutenção ou o enfrentamento a processos antidemocráticos e a redução ou ampliação do espaço público a sujeitos e demandas deslegitimadas em razão de diferentes relações de dominação presentes na sociedade brasileira.

ABPP_Lançamento ABRAPSO

 

REUNIÃO ABERTA DA DIRETORIA DA ABPP

ABBP no XX Encontro Nacional da ABRAPSO!
A Associação Brasileira de Psicologia Política estará presente no XX Encontro Nacional da ABRAPSO com atividades promovidas pela entidade para o fortalecimento da Psicologia Política Brasileira.
Convidamos a todas/os para participarem!

Reunião Aberta da Diretoria da ABPP
Data: 14/11/2019
Horário: 15:30 às 16:30
Local: Sala 216

PAUTA:
1 – Informes: a) próximos eventos ABPP; b) novos equipe editorial RPP; c) prestação de contas, d) participações da ABPP em eventos
2) Diretoria ABPP

ABPP_Reunião ABRAPSO

Edital seleção equipe editorial para a Revista Psicologia Política

A Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) lança nesta sexta-feira (06/09/2019) edital para seleção da equipe editorial da Revista Psicologia Política (RPP) para o quadriênio 2020/2024.

As inscrições iniciam no dia 09/09/2019 e encerram no dia 14/10/2019 e deverão ser realizadas pelo e-mail da Associação: contatopsicologiapolitica@gmail.com

Todas as informações sobre a seleção podem ser acessadas no edital que encontra-se publicado na página da Associação em seção destinada para a RPP.

Dúvidas podem ser elucidadas com a Diretoria da ABPP através do e-mail: contatopsicologiapolitica@gmail.com

 

 

SBPC se manifesta em defesa das Ciências Humanas e Sociais.

No dia 26/04/2019, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestou-se, através de nota pública, contestando os cortes propostos pelo presidente da República nos investimentos federais para as faculdades de Filosofia e Sociologia. Defendem que tais disciplinas produzem conhecimentos que são “imprescindíveis para o desenvolvimento de pesquisas e políticas públicas”.

Leia a nota na íntegra!

NOTA DE REPÚDIO A DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE AS FACULDADES DE HUMANIDADES, NOMEADAMENTE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) e associações abaixo mencionadas repudiam veementemente as falas recentes do atual presidente da república e de seu ministro da educação sobre o ensino e a pesquisa na área de humanidades, especificamente em filosofia e sociologia.

As declarações do ministro e do presidente revelam ignorância sobre os estudos na área, sobre sua relevância, seus custos, seu público e ainda sobre a natureza da universidade. Esta ignorância, relevável no público em geral, é inadmissível em pessoas que ocupam por um tempo determinado funções públicas tão importantes para a formação escolar e universitária, para a pesquisa acadêmica em geral e para o futuro de nosso país.

O ministro Abraham Weintraub afirmou que retirará recursos das faculdades de Filosofia e de Sociologia, que seriam cursos “para pessoas já muito ricas, de elite”, para investir “em faculdades que geram retorno de fato: enfermagem, veterinária, engenharia e medicina”. O ministro apoia sua declaração na informação de que o Japão estaria fazendo um movimento desta natureza.

De fato, em junho de 2015 o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão enviou carta às universidades japonesas recomendando que fossem priorizadas áreas estratégicas e que fossem cortados investimentos nas áreas de humanidades e ciências sociais.

Após forte reação das principais universidades do país, incluindo as de Tóquio e de Kyoto (as únicas do país entre as cem melhores do mundo), e também da Keidanren (a Federação das Indústrias do Japão) – que defendeu que “estudantes universitários devem adquirir um entendimento especializado no seu campo de conhecimento e, de forma igualmente importante, cultivar um entendimento da diversidade social e cultural através de aprendizados e experiências de diferentes tipos” – o governo recuou e afirmou que foi mal interpretado.

A proposta foi inteiramente abandonada quando o ministro da educação teve de renunciar ao cargo, ainda em 2015, por suspeita de corrupção. Da forma como o ministro Abraham Weintraub apresenta o caso trata-se, portanto, de uma notícia falsa.

O ministro foi seguido pelo presidente, que mencionou que o governo “descentralizará investimentos em faculdades de filosofia”, sem especificar o que isto significaria, mas deixando claro que se trata de abandonar o suporte público a cursos da área de humanidades, nomeadamente os de Filosofia e de Sociologia. O presidente indica que investimentos nestes cursos são um desrespeito ao dinheiro do contribuinte e, ao contrário do que pensa a Federação das Indústrias do Japão, afirma que a função da formação é ensinar a ler, escrever, fazer conta e aprender um ofício que gere renda.

O ministro e o presidente ignoram a natureza dos conhecimentos da área de humanidades e exibem uma visão tacanha de formação ao supor que enfermeiros, médicos veterinários, engenheiros e médicos não tenham de aprender sobre seu próprio contexto social nem sobre ética, por exemplo, para tomar decisões adequadas e moralmente justificadas em seu campo de atuação. Ignoram que os estudantes das universidades públicas, e principalmente na área de humanidades, são predominantemente provenientes das camadas de mais baixa renda da população. Ignoram, por fim, a autonomia universitária, garantida constitucionalmente, quando sugerem o fechamento arbitrário de cursos de graduação.

Uma das maiores contribuições dos cursos de humanidades é justamente o combate sistemático a visões tacanhas da realidade, provocando para a reflexão e para a pluralidade de perspectivas, indispensáveis ao desenvolvimento cultural e social e à construção de sociedades mais justas e criativas.

Seguiremos combatendo diuturnamente os ataques à universidade pública e aos cursos de humanidades movidos pelo ressentimento, pela ignorância e pelo obscurantismo, também porque julgamos que esta é uma contribuição maiúscula da área de humanidades para o melhoramento da sociedade à nossa volta.

Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)
Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE)
Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd)
Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESOCITE)
União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil)
Associação Nacional de História (ANPUH)
Centro de Investigaciones Filosóficas (CIF/Argentina)
Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)
Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR)
ODARA – Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade
Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR)
Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR)
Asociación Costarricense de Filosofía (Acofi)
Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP)
Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ)
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope)
Associação dos Professores da UDESC (Aprudesc – ANDES-SN)
Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (FORPIBID)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)
Asociación Filosófica Argentina (AFRA)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Letras e Artes (FCHSSALA)
Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED)
Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM)
Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL)
Fórum em Defesa do Ensino e dos Professores de História do Ceará
Associação Brasileira de Estudos do Século XVIII (ABES XVIII)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião (ANPTECRE)
Associação dos Licenciados em Filosofia (A.L.F.)
Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós)
Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN)
Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET)
Sociedade Brasileira de Estudos Organizacionais (SBEO)
Associação Brasileira de Hispanistas (ABH)
Sociedad Argentina de Análisis Filosófico (SADAF)
Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado da Bahia (SINTSEF/ BA)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (Anepcp)
Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)
Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica (SBFA)
Associação de Pós-Graduandos da UFSC (APG-UFSC)
Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)
Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE)
Observatorio Filosófico de México (OFM)

NOTA DE REPÚDIO DE ENTIDADES DA PSICOLOGIA À COMEMORAÇÃO DO GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964

 Ditadura Nunca Mais! Golpe Civil-Militar de 1964: nada a comemorar e muito a se lembrar 

As Entidades da Psicologia abaixo-assinadas – no contexto atual de fortalecimento de pautas reacionárias, de elogios por parte do presidente da República a torturadores e a ditadores, de tentativas de revisionismo histórico pelo governo representado por ele em relação a acontecimentos violentos, antidemocráticos e desumanos – manifestam o repúdio a qualquer comemoração relativa ao Golpe Civil-Militar de 1964 ocorrido no Brasil.

É preocupante que o representante eleito democraticamente para a Presidência da República determine a comemoração em unidades militares de um período da história brasileira reconhecidamente marcado por um Golpe ao presidente também eleito democraticamente João Goulart, por violações de direitos humanos – tortura, censura, prisões arbitrárias, exílio –, pelo fechamento do Congresso Nacional, pela ausência de eleições diretas para Presidente de 1964 a 1989. A justificativa do porta-voz da Presidência para a determinação do presidente de que para ele o Golpe não foi Golpe, mas uma ação para colocar o país nos “rumos” coloca-nos a pergunta sobre os compromissos do governo atual com a democracia, tão enfraquecida em nosso país desde 2016.

Infelizmente, a posição do atual presidente da República, apesar de absurda a qualquer pessoa que se identifique com os princípios democráticos de igualdade e liberdade, não é uma surpresa. Basta lembrarmos sua declaração em homenagem ao torturador da ditadura militar brasileira Carlos Alberto Brilhante Ustra no processo de Golpe à Presidenta Dilma Rousseff, em 2016, exaltando com alegria ter sido ele o pavor de Dilma quando esta lutava contra a ditadura. Em consonância com estas posturas, fundamental também considerar os elogios do presidente ao ditador paraguaio Alfredo Stroessner e ao ditador chileno Augusto Pinochet. O que acarretou, inclusive, em os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado chilenos não terem comparecido ao almoço oferecido a Bolsonaro em sua visita oficial ao Chile neste mês.

Infelizmente, a Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu derrubar a decisão da juíza federal Ivani Silva da Luz que proibia a comemoração do Golpe Civil-Militar de 1964. Conquista jurídica da AGU que – juntamente com informações da imprensa sobre a negação de Gilmar Mendes em dar seguimento no Superior Tribunal Federal a um mandado de segurança que solicitava a suspensão de atos em comemoração ao Golpe de 1964, retomando uma fala de 2018 do atual presidente do STF, Antônio Dias Toffoli, que não se tratou nem de Golpe nem de Revolução, mas de Movimento de 1964 – coloca-nos em alerta, mais uma vez, sobre a capacidade das instituições brasileiras em conter projetos golpistas e autoritários.

As Entidades da Psicologia colocam-se ao lado das e dos que foram exilados, que morreram e foram torturados nos porões da ditadura civil-militar brasileira por lutarem contra o autoritarismo de estado; dos parentes destas pessoas que sofreram e sofrem até hoje diante da ausência de seus entes; daquelas e daqueles que continuam a lutar pela afirmação de uma história que, ao invés de apagar as violações aos direitos humanos, explicite-as no combate a estes tempos tristes que estamos vivendo. Chegou um momento em que é ainda mais importante discutirmos nas escolas, universidades, praças públicas sobre os terrores das ditaduras de antes e dos autoritarismos de hoje. DITADURA NUNCA MAIS!

31 de março de 2019.

Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP)

Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP)

Associação Brasileira de Orientação Profissional (ABOP)

Associação Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento (ABPD)

Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE)

Associação Brasileira de Psicologia Jurídica (ABPJ)

Associação Brasileira de Psicologia Positiva (ABP+)

Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)

Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia (CONEP)

Federação Latino Americana de Análise Bionergética (FLAAB)

Federação Nacional dos Psicólogos (FENAPSI)

Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP)

Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento (IBNeC)

Sociedade Brasileira de História da Psicologia (SBHP)

Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura (SOBRAPA)