Manifestos e Moções

Edital 01/2015 – Seleção Equipe Editorial RPP

EDITAL ABPP 01/2015

Seleção da Equipe Editorial da Revista Psicologia Política da Associação Brasileira de Psicologia Política (clique aqui para baixar o edital digitalizado)

Goiânia, 28 de agosto de 2015

 1.Objeto

A Revista Psicologia Política, classificada como Nacional B3 pela Comissão de Avaliação de Periódicos da CAPES no período 2014, vem sendo publicada pela Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) desde 2001.

De acordo com a deliberação da diretoria da ABPP, em reunião realizada em 23 de junho de 2015 em São Paulo, durante o I Encontro Sul-Americano de Psicologia Política, a Revista Psicologia Política a partir de 2016 terá uma nova equipe editorial selecionada mediante edital.

2. Finalidade

O presente edital tem por objetivo a seleção de novo editor do periódico Revista Psicologia Política para o quadriênio 2016/2019.

3. Candidatos

A ABPP receberá propostas de equipe editorial composta por, pelo menos, quatro membros: um editor ou dois co-editores e mais editores associados. Poderão candidatar-se para a equipe editorial, um grupo de pesquisadores e docentes organicamente articulados com a Psicologia Política, que se adequam aos seguintes critérios:

  • Possuir o título de doutor;
  • Filiação em dia com a Associação Brasileira de Psicologia Política;
  • Ter conhecimento de instituições e pesquisadores da área;
  • Ter experiência em editoração de periódico científico;
  • Ter experiência em organização editorial de trabalhos científicos;
  • Apresentar proposta de trabalho prevendo recursos e materiais dedicados para a editoração da revista (espaço físico, telefone, acesso à internet, instituição-sede, etc.), através de instituição com a qual mantém vínculo permanente;

4. Atribuições

  • Coordenar todo o processo editorial da revista;
  • Coordenar os membros da comissão editorial que prestará auxilio ao editor;
  • Coordenar a equipe administrativa da revista;
  • Promover a divulgação e a indexação da revista;
  • Propor e efetivar a contratação de serviços de pessoas jurídicas e físicas (tradução, revisão, editoração, gráfica, etc.);
  • Captar de entidades institucionais e de fomento os apoios financeiros necessários à revista;
  • Convocar e presidir reuniões do Conselho Editorial da revista.
  • Representar a revista em qualquer foro pertinente;
  • Apresentar relatórios e prestar contas à Diretoria da ABPP, bem como a entidades e instituições que vem a apoiar a publicação da revista.
  • Trabalhar com o atual editor no processo de transição entre 2015-2016.

5. Da Inscrição

O período de inscrições e entrega da documentação será até 30 de outubro de 2015.  Deverão se entregues os seguintes documentos:

  • Curriculum Vitae Lattes dos últimos 5 (cinco) anos dos membros da equipe editorial;
  • carta de intenções, justificando o interesse e detalhando as condições para assumir o cargo de editor da revista;
  • declaração (institucional e/ou individual) atestando a disponibilidade de tempo para dedicação à Editoria;
  • proposta de trabalho para o quadriênio,detalhando a política editorial da revista, a política de promover a qualidade da revista e a sua avaliação pelas instâncias competentes, a política de captação de recursos e outros elementos que dizem respeito as atribuições formuladas no item 4 deste edital.

 A documentação deverá ser enviada para a atual diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política (abpp2016@gmail.com).

6. Da Seleção

  • A comissão julgadora será composta pelos seguintes membros:
    • Ex-editores da Revista Psicologia Política;
    • Editor atual da Revista Psicologia Política.
  • A seleção se baseará na análise do curriculum, da carta de intenções do proponente da declaração de disponibilidade de recursos e do apoio institucional, e da qualidade e exequibilidade da proposta apresentada e os candidatos serão classificados de acordo com a pontuação obtida.
  • Cada membro da comissão julgadora apresentará parecer indicando a melhor proposta.
  • Cada parecer será encaminhado à Diretoria da ABPP para aprovação e divulgação na revista do último quarto de 2015.

Nota da ABPP sobre o Impeachment e pelo Fora Temer!

NOTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA POLÍTICA SOBRE O IMPEACHMENT E PELO #FORA TEMER! (baixe a nota aqui)

A Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) vem novamente reafirmar seu posicionamento contrário ao processo de Impeachment que chegou ao resultado já tramado desde o seu início: o injusto afastamento da presidenta Dilma Rousseff.  Em 31 de agosto de 2016 começou o governo de um presidente da República ilegítimo, eleito pelo voto de 61 senadores que, por meio de manobras políticas e midiáticas, decidiram pelo impeachment. Se era para afastar Dilma Roussef por suposta infração à Lei de Responsabilidade Fiscal, o senado deveria ter votado pelo impeachment de Temer e 17 governadores que, comprovadamente, cometeram “pedaladas fiscais”. Da mesma forma, se era para combater a corrupção, então deveria ter ocorrido o afastamento dos 10 senadores que votaram pelo impeachment, inclusive o presidente do Senado, que são alvo de investigações perante o Supremo Tribunal Federal por causa da Operação Lava-Jato.

As votações do Senado e da Câmara Federal só podem ser explicadas a partir do projeto político-econômico que será implementado pelo ilegítimo presidente. O impeachment de Dilma Roussef foi a saída encontrada para se favorecer o grande capital em meio de uma grave crise econômica no país. Para garantir os privilégios de banqueiros, fundamentalistas religiosos, e elites parasitárias, o Senado abriu um perigoso precedente na história da frágil e incompleta democracia brasileira: abriram a fórceps um espaço  para retirar direitos sociais e desmontar forças progressistas no país. Diante disso, chegamos não ao final desta estratégia orquestrada pelas elites políticas e econômicas nacionais e internacionais, mas ao avançar de mais um passo da exploração do povo latino-americano e da expropriação de nossas riquezas nacionais.

Reconhecendo e respeitando as diferenças, não abrimos mão de princípios que marcam a história da Psicologia Política na América Latina: a defesa da democracia e a firme luta contra a desigualdade social e todas as formas de opressão. Os ataques do governo ilegítimo só poderão ser barrados por meio da luta unificada de todas as forças sociais que defendem a democracia e que estão ao lado da classe trabalhadora, das mulheres, da comunidade LGBT e da população negra, isto é, dos principais alvos dos setores que, hoje, estão unidos para defender um governo ilegítimo.

Por isso, unimos nossas vozes e forças com a de todxs que hoje gritam e lutam pelo #FORA TEMER!

Diretoria da ABPP – Biênio 2015-2016

Nota da Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política sobre a Conjuntura Atual (março/abril de 2016)

 Nota da Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Política sobre a Conjuntura Atual (baixe a nota aqui)

 

A Psicologia Política brasileira tem sua história marcada por um claro compromisso com a democracia, os direitos civis e sociais, com a superação das desigualdades, com a liberdade de organização dos movimentos sociais e com o direito de livre manifestação das mais diversas identidades e posições políticas. Por isso, frente à conjuntura política brasileira atual, nos manifestamos firmemente contra todas as violações aos direitos democráticos.

O aprofundamento das polarizações política e social na sociedade brasileira está sendo usado para violar as frágeis conquistas democráticas construídas após o fim da ditadura militar e da promulgação da Constituição Federal de 1988. Enquanto somos favoráveis ao combate irrestrito à corrupção, entendemos que as ações de setores do judiciário brasileiro, combinadas com o oportunismo de setores políticos derrotados em 2014 e com a manipulação de organizações midiáticas, têm contribuído para a violação de direitos democráticos e para um aprofundamento dos conflitos sociais no Brasil, fundados numa polarização que invisibiliza os interesses em disputa. Acreditamos que este cenário empobrece o debate político, uma vez que transforma a política numa luta entre o “bem” e o “mal”, que não só faz com que denunciados por corrupção se afirmem como “arautos” do combate à corrupção, como dissimula a observância dos preceitos constitucionais na busca de instituir tendências políticas derrotadas nas últimas eleições presidenciais.

Assim, assistimos com preocupação a transformação pelo Congresso Nacional de um processo constitucional, o impeachment da Presidenta da República, em um jogo de ‘barganhas’ e, como tal, de privilégio de interesses individuais em detrimento do respeito à própria Constituição; bem como o crescimento de perseguições políticas a figuras públicas da sociedade civil e do Estado, de assassinatos de apoiadores ou militantes de movimentos sem-terra em zonas rurais e de ações que comprometem a liberdade de expressão e colocam em risco princípios básicos de uma sociedade democrática.

Este cenário político, na continuidade da polarização política e social, reforça a produção e reprodução de um ambiente que viola ainda mais os direitos de diferentes grupos no país, especialmente aqueles e aquelas que estão com seus direitos sociais e civis sob a ameaça de cortes, ataques e desmontes. Beneficiar setores da população que têm se privilegiado na história do país com a negação e expropriação de direitos de grupos sociais considerados por eles como subcidadãos é a mais provável consequência da situação atual. Desta forma, estão sendo legitimados projetos políticos que promovem ainda mais cortes sociais nas políticas de educação, de saúde, de direitos humanos, de distribuição de renda e outras.

A ABPP defende que todas as medidas necessárias para combater a corrupção e punir corruptos sejam tomadas, o que inclui, por exemplo, a imparcialidade nas investigações e julgamentos, o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e a democratização dos meios de comunicação para que a divulgação dos crimes cometidos por políticos seja equitativa e trate com igualdade os diferentes setores partidários. Para a ABPP o combate à corrupção deve-se guiar para a construção de instituições políticas mais transparentes e democráticas e não pela manipulação que contribui para o privilégio de alguns setores da população. A ABPP defende o respeito ao Estado Democrático de Direito e o aprofundamento da democracia. Assim, posiciona-se de forma intransigente contra qualquer tentativa de violar direitos civis, sociais e políticos e repudia qualquer tipo de ataque contra indivíduos e grupos que lutam por uma sociedade fundada em princípios de liberdade e no enfrentamento às diferentes expressões de desigualdade social.

 

Diretoria da ABPP – Biênio 2015-2016